O Livro dos Médiuns ou guia dos médiuns e dos evocadores

Allan Kardec

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313. Não ignoramos que a nossa severidade para com os médiuns interesseiros levanta contra nós todos os que exploram, ou se vêem tentados a explorar essa nova indústria, fazendo-os, bem como de seus amigos, que naturalmente lhes esposam a opinião, encarniçados inimigos nossos. Consolamo-nos com o nos lembrarmos de que os mercadores expulsos do templo por Jesus também não o viam com bons olhos. Temos igualmente contra nós os que não consideram a coisa com a mesma gravidade.

Entretanto, julgamo-nos no direito de ter uma opinião e de a emitir. A ninguém obrigamos que a adote. Se uma imensa maioria a esposou, é que aparentemente a acharam justa; porquanto, não vemos, com efeito, como se provaria que não há mais facilidade de se encontrarem a fraude e os abusos na especulação, do que no desinteresse. Quanto a nós, se os nossos escritos hão contribuído para desacreditar, assim na França, como em outros países, a mediunidade interesseira, entendemos que esse não será dos menores serviços que tenhamos prestado ao Espiritismo sério.

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