Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1862

Allan Kardec

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Conforme a doutrina ensinada por um Espírito, nenhum Espírito humano pode manifestar-se ou comunicar-se com os homens, ou servir de intermediário entre Deus e a Humanidade, visto que, sendo Deus Todo Poderoso e estando em toda parte, não necessita de auxiliares para a execução de sua vontade, pois tudo faz por si mesmo. Em todas as comunicações ditas espíritas, só Deus se manifesta, tomando a forma, nas aparições, e a linguagem, nas comunicações escritas, dos Espíritos evocados e aos quais julgamos falar. Em consequência, desde que a criatura está morta, não pode mais haver relações entre ela e os que deixou na Terra, antes que, por uma série de reencarnações sucessivas, durante as quais progridem, tenham atingido o mesmo grau de adiantamento no mundo dos Espíritos. Podendo apenas Deus manifestar-se, resulta que as comunicações grosseiras, triviais, blasfemas e mentirosas são igualmente dadas por ele, mas como prova, do mesmo modo que as dá boas, a fim de instruir.

O Espírito que ditou essa comunicação diz naturalmente que ele próprio é Deus. Nesse pressuposto, formulou uma extensa doutrina filosófica, social e religiosa.

O que pensar de tal sistema, de suas consequências e da natureza do Espírito que o ensina?

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