Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1862

Allan Kardec

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As vozes do Céu suspiram na brisa,

Gemem no ar, murmuram nas ondas;

Nas florestas e nos montes cinzentos

Ecoam os seus suspiros.

As vozes do Céu murmuram sob as folhas,

Nos prados, nos bosques e nos campos.

Junto à fonte onde chora contrito

O poeta de tímidas rimas.

As vozes do Céu cantam nos arvoredos,

No loiro trigo, nos jardins em flor,

No risonho azul das nuvens

Na riqueza das cores do arco-íris.

As vozes do Céu choram no silêncio.

Silêncio!

Elas falam ao coração.

E os Espíritos, cujo reino começa,

Vos levam ao vosso criador.



ELISA MERCOEUR

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