Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1863

Allan Kardec

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Foi dada a conhecer uma carta dirigida de Tonnay-Charente (Charente Inferior) ao Sr. Allan Kardec, com as respostas ditadas a um médium daquela cidade, sobre perguntas das mais delicadas sobre dogmas da Igreja. Essas perguntas, dirigidas ao Espírito de Jesus, filho de Deus, evocado para tal fim, são estas:


1.º ─ O inferno é eterno?

2.º ─ Podereis pôr ao alcance de minha inteligência a explicação que vos pedi sobre a cena que precedeu a vossa paixão?

3.º ─ Por que se realizou a vossa paixão?

4.º ─ Que devo pensar da comunhão? Estais na hóstia, meu Jesus?

5.º ─ Que tem de comum o poder temporal com o poder espiritual para não poder se separar dele?

6.º ─ Que tem o amor de tão precioso para estar no coração de todas as criaturas?

7.º ─ Que é a história sagrada e quem a fez?

8.º ─ Que significam as palavras história sagrada?


O autor da carta pede que a Sociedade se pronuncie em sessão solene sobre o valor das respostas que ele obteve, e sobre a autenticidade do nome do Espírito que as deu.

Depois de examinar o assunto, o comitê propõe a resolução seguinte, que lê à Sociedade, a qual a aprova calorosamente, por unanimidade, e pede a inserção na Revista Espírita, para instrução de todos, a fim de que se compreenda a inutilidade de dirigir, no futuro, perguntas sobre semelhantes assuntos.

Se o autor se tivesse limitado à primeira pergunta, bastaria enviá-lo a O Livro dos Espíritos, onde o assunto é tratado. Aliás, a questão é mal apresentada. Não se sabe se ele entende a eternidade como um lugar de expiação, ou das penas infligidas a cada indivíduo.

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