Revista Espírita - Jornal de estudos psicológicos - 1869

Allan Kardec

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História dos Calvinistas das Cévennes por Eug. Bonnèmère [1]

A guerra empreendida sob Luís XIV contra os calvinistas, ou Tremedores das Cevenas, é, sem contradita, um dos mais tristes episódios e dos mais comovedores da história da França, talvez menos notável do ponto de vista puramente militar, que renovou as atrocidades muito comuns nas guerras religiosas, do que pelos inumeráveis casos de sonambulismo espontâneo, êxtase, dupla vista, previsões e outros fenômenos do mesmo gênero, que se produziram durante todo o curso dessa infeliz cruzada. Esses fatos, que então eram considerados sobrenaturais, sustentavam a coragem dos calvinistas, encurralados nas montanhas, como feras, ao mesmo tempo que eram considerados como possessos do diabo, por uns, e como iluminados, por outros. Tendo sido uma das causas que provocaram e alimentaram a perseguição, eles representam, nesse episódio, o papel principal, e não acessório. Mas como os historiadores poderiam apreciá-los, quando lhes faltavam todos os elementos necessários para se esclarecerem sobre sua natureza e sua realidade? Eles não puderam senão desnaturá-los e apresentá-los sob um falso ângulo.

Só os novos conhecimentos fornecidos pelo magnetismo e pelo Espiritismo poderiam lançar luz sobre a questão. Ora, como não se pode falar com conhecimento de causa sobre o que não se compreende, ou sobre o que se tem interesse em dissimular, esses conhecimentos eram tão necessários para, sobre o assunto, fazer um trabalho completo e isento de preconceitos, quanto o eram a Geologia e a Astronomia para comentar a Gênese.

Demonstrando a verdadeira causa desses fenômenos, e provando que eles não se afastam da ordem natural, esses conhecimentos lhes devolveram seu verdadeiro caráter. Eles dão, também, a chave dos fenômenos do mesmo gênero que se produziram em muitas outras circunstâncias, e permitem separar o possível do exagero legendário.

Juntando ao talento de escritor e aos conhecimentos de historiador, um estudo sério e prático do Espiritismo e do magnetismo, o Sr. Bonnemère encontra-se nas melhores condições para tratar com conhecimento de causa e com imparcialidade o objetivo que empreendeu. A ideia espírita mais de uma vez contribuiu para obras de fantasia, mas é a primeira vez que o Espiritismo figura nominalmente e como elemento de controle numa obra histórica séria; é assim que, pouco a pouco, ele toma sua posição no mundo, e que se cumprem as previsões dos Espíritos.

A obra do Sr. Bonnemère só aparecerá de 5 a 10 de fevereiro, mas como algumas provas nos foram mostradas, delas extraímos as passagens seguintes, que temos a satisfação de reproduzir por antecipação. Contudo, suprimimos as notas indicativas das peças de apoio. Acrescentaremos que ela se distingue das obras sobre o mesmo assunto por documentos novos que ainda não haviam sido publicados na França, de modo que pode ser considerada como a mais completa.

Assim, ela é recomendável por mais de um motivo à atenção dos nossos leitores, que poderão julgá-la pelos fragmentos abaixo:

“O mundo jamais viu algo semelhante a esta guerra das Cevenas. Deus, os homens e os demônios se puseram à parte; os corpos e os Espíritos entraram em luta e, de maneira muito diversa da do Antigo Testamento, os profetas guiavam aos combates os guerreiros que pareciam, eles próprios, deslumbrados além das condições ordinárias da vida.

“Os céticos e os trocistas acham mais fácil negar; a Ciência derrotada teme comprometer-se, desvia os olhos e se recusa a pronunciar-se. Mas como não há fatos históricos mais incontestáveis do que estes, como não há fatos que tenham sido atestados por tão grande número de testemunhas, a troça, as razões para não aceitar não podem ser admitidas por mais tempo. Foi diante do sério povo inglês que juridicamente se recolheram os depoimentos, pelas mais solenes formas, ditados por protestantes refugiados, e eles foram publicados em Londres, em 1707, quando a lembrança de todas essas coisas ainda estava viva em todas as memórias, e os desmentidos poderiam tê-las esmagado sob o seu número, se tivessem sido falsas.

“Queremos falar do Teatro sagrado das Cevenas, ou Relato das diversas maravilhas novamente operadas nessa parte do Languedoc, do qual vamos fazer longas citações.

“Os estranhos fenômenos que aí se acham relatados não buscavam, para se produzir, nem a sombra nem o mistério; eles se manifestavam diante dos intendentes, diante dos generais, diante dos bispos, como diante dos ignorantes e dos pobres de espírito. Era testemunha quem quisesse e tivesse podido estudá-los, se o tivesse desejado.

“Em 25 de setembro de 1704, escrevia Villars a Chamillard:

Eu vi, nesse gênero, coisas em que jamais teria acreditado, se elas não se tivessem passado aos meus olhos; uma cidade inteira, cujas mulheres todas pareciam possuídas do diabo. Elas tremiam e profetizavam publicamente nas ruas. Mandei prender vinte das piores, uma das quais teve a esperteza de tremer e profetizar em minha frente. Mandei prendê-la para exemplo e recolher as outras em hospitais.”

“Tais processos estavam em uso sob Luís XIV, e mandar prender uma pobre mulher porque uma força desconhecida a constrangia a dizer diante de um marechal de França coisas que lhe não agradavam, podia então ser uma maneira de agir que a ninguém revoltava, tanto era simples e natural e nos hábitos do tempo. Hoje é preciso ter coragem de enfrentar a dificuldade e lhe buscar soluções menos brutais e mais probantes.

“Não cremos nem no maravilhoso nem nos milagres. Vamos, pois, explicar naturalmente, da melhor forma que pudermos, esse grave problema histórico até hoje deixado sem solução. Vamos fazê-lo buscando ajuda das luzes que o magnetismo e o Espiritismo hoje põem à nossa disposição, sem pretender, contudo, a ninguém impor essas crenças.

“É lamentável que não possamos consagrar senão algumas linhas a isso que, compreende-se, exigiria um volume de desenvolvimentos. Diremos apenas, para tranquilizar os espíritos tímidos, que isto em nada choca as ideias cristãs; não necessitamos como prova senão destes dois versículos do Evangelho de São Mateus:

Quando, pois, vos entregarem nas mãos dos governadores e dos reis, não vos preocupeis como lhes haveis de falar, nem com o que lhes haveis de dizer, porque o que lhes deveis dizer vos será dado na mesma hora;

Porque não sois vós que falais, mas o espírito de vosso Pai que fala em vós. (Mat. X: 19 e 20).”

“Deixamos aos comentadores o cuidado de decidir qual é, ao certo, esse espírito de nosso Pai que, em dados momentos, se substitui ao nosso, fala em nosso lugar e nos inspira. Talvez possamos dizer que toda geração que desaparece é o pai e a mãe da que lhe sucede, e que os melhores entre os que parecem não mais existir se elevam rapidamente, quando desembaraçados dos entraves do corpo material, e vêm ocupar os órgãos daqueles de seus filhos que julgam dignos de lhes servir de intérpretes, e que pagarão caro, um dia, pelo mau uso que tiverem feito das faculdades preciosas que lhes são delegadas.

“O magnetismo desperta, superexcita e desenvolve em certos sonâmbulos o instinto que a Natureza deu a todos os seres para a sua cura, e que nossa civilização incompleta abafou em nós, para substituí-lo pelas falsas luzes da Ciência.

“O sonâmbulo natural põe o seu sonho em ação, eis tudo. Ele nada toma dos outros, nada pode por eles.

“O sonâmbulo fluídico, ao contrário, aquele no qual o contato do fluido do magnetizador provoca um estado bizarro, sente-se imperiosamente atormentado pelo desejo de aliviar os seus irmãos. Ele vê o mal, ou vem indicar-lhe o remédio.

“O sonâmbulo inspirado, que por vezes pode ser, ao mesmo tempo, fluídico, é o mais ricamente dotado, e nele a inspiração se mantém nas esferas elevadas, quando ela se manifesta espontaneamente. Só ele é um revelador; só nele reside o progresso, porque só ele é o eco, o instrumento dócil de um Espírito diferente do seu, e mais adiantado.

“O fluido é um ímã que atrai os mortos bem-amados para os que ficam. Ele se desprende abundantemente dos inspirados, e vai despertar a atenção dos seres que partiram antes, e que lhes são simpáticos. Estes, por seu lado, depurados e esclarecidos por uma vida melhor, julgam melhor e conhecem melhor essas naturezas primitivas, honestas, passivas, que lhes podem servir de intermediárias na ordem dos fatos que julgam útil revelar-lhes.

“No século passado eram chamados extáticos. Hoje são médiuns.

“O Espiritismo é a correspondência das almas entre si. Segundo os adeptos dessa crença, um ser invisível se põe em comunicação com outro dotado de uma organização particular que o torna apto a receber os pensamentos daqueles que viveram e a escrevê-los, quer por um impulso mecânico inconsciente imprimido à mão, quer por transmissão direta à inteligência dos médiuns.

“Se quisermos por um momento dar algum crédito a estas ideias, compreenderemos sem esforço que as almas indignadas desses mártires que o grande rei imolava às centenas diariamente, vinham velar sobre os seres queridos dos quais tinham sido violentamente separadas; que elas os haviam sustentado, guiado, consolado em meio às suas provações, inspirado por seu espírito; que lhes haviam anunciado por antecipação ─ o que aconteceu muitas vezes ─ os perigos que os ameaçavam.

“Só um pequeno número era verdadeiramente inspirado. O desprendimento fluídico que deles saía, como de certos seres superiores e privilegiados, agia sobre essa multidão profundamente perturbada que os rodeava, mas sem poder desenvolver, na maioria, entre eles, outra coisa senão os fenômenos grosseiros e largamente falíveis da alucinação. Inspirados e alucinados, todos tinham a pretensão de profetizar, mas estes últimos emitiam uma porção de erros, em meio dos quais não se podia mais discernir as verdades que o Espírito realmente soprava aos primeiros. Essa massa de alucinados por sua vez reagia sobre os inspirados e lançava a perturbação no meio de suas manifestações...

“Diz o Padre Pluquet que eram necessários recursos extraordinários, prodígios, para sustentar a fé dos restos dispersos do Protestantismo. Eles explodiram de todos os lados entre os reformados, durante os quatro primeiros anos que se seguiram à revogação do Edito de Nantes. Ouviram-se nos ares, nas cercanias dos lugares onde outrora tinha havido templos, vozes tão perfeitamente semelhantes aos cantos dos salmos, tais como os cantam os protestantes, que não podiam ser tomados por outra coisa. Essa melodia era celeste e essas vozes angélicas cantavam os salmos segundo as versões de Clément Marot e de Théodore de Bèze. Essas vozes foram ouvidas em Béarn, nas Cevenas, em Vassy, etc. Ministros fugitivos foram escoltados por essa divina salmodia e até a trombeta não os abandonou senão depois que eles transpuseram as fronteiras do reino. Jurieu reuniu com cuidado os testemunhos dessas maravilhas e daí concluiu que ‘Deus, tendo feito bocas no meio dos ares, era uma censura indireta que a Providência fazia aos protestantes de França por se terem calado muito facilmente’. Ele ousou predizer que em 1689 o Calvinismo seria restabelecido na França... Jurieu dissera: ‘O Espírito do Senhor estará convosco. Ele falará pela boca das crianças e das mulheres, em vez de vos abandonar.’

“Foi mais que o necessário para que os protestantes perseguidos se pusessem a ver as mulheres e as crianças pondo-se a profetizar.

“Um homem mantinha em casa, numa vidraria oculta no topo da montanha de Pevrat, no Delfinado, uma verdadeira escola de profecia. Era um velho gentilhomem, chamado Du Serre, nascido na aldeia de Dieu-le-Fit. Aqui as origens são um pouco obscuras. Dizem que ele tinha sido iniciado, em Gênova, nas práticas de uma arte misteriosa cujo segredo era transmitido a um pequeno número de pessoas. Reunindo em sua casa rapazes e algumas moças cuja natureza impressionável e nervosa ele sem dúvida havia observado, submetia-os previamente a jejuns austeros; agia poderosamente sobre sua imaginação, para eles estendia as mãos como que para lhes impor o Espírito de Deus, soprava sobre suas frontes e os fazia cair como inanimados à sua frente, com os olhos fechados, adormecidos, os membros tensos pela catalepsia, insensíveis à dor, não vendo e não ouvindo mais nada do que se passava ao seu redor, mas pareciam escutar vozes interiores que lhes falavam, e ver espetáculos esplêndidos, cujas maravilhas contavam, porque, nesse estado bizarro, eles falavam e escreviam; depois, voltando ao seu estado ordinário, eles não se lembravam mais de nada do que tinham feito, do que tinham dito, do que tinham escrito.

“Eis o que Brueys conta desses ‘pequenos profetas adormecidos’, como ele os chama. Aí encontramos os processos, hoje bem conhecidos, do magnetismo, e quem quiser poderá, em muitas circunstâncias, reproduzir os milagres do velho gentilhomem vidreiro...

“Em 1701 houve uma nova explosão de profetas. Eles choviam do céu, brotavam da terra e, das montanhas de Lozère até às margens do Mediterrâneo. Contavam-se aos milhares. Os católicos haviam tomado os filhos dos calvinistas. Deus se serviu dos filhos para protestar contra essa prodigiosa iniquidade. O governo do grande rei só conhecia a violência. Prendiam em massa, ao acaso, esses profetas-meninos; açoitavam impiedosamente os menores, queimavam as plantas dos pés dos maiores. Nada se fez, e havia mais de trezentos nas prisões de Uzès, quando a Faculdade de Montpellier recebeu ordem de se transportar àquela cidade para examinar o seu estado. Após maduras reflexões, a douta Faculdade os declarou ‘atingidos de fanatismo.’

“Essa bela solução da ciência oficial, que hoje ainda não poderia dizer muito mais sobre o assunto, não pôs termo à onda transbordante de inspirações. Bâville então publicou uma ordenação (setembro de 1701) para tornar os pais responsáveis pelo fanatismo de seus filhos.

“Puseram soldados à vontade nas casas de todos quantos não haviam podido desviar seus filhos desse perigoso oficio e os condenaram a penas arbitrárias. Assim, tudo repercutia os lamentos e clamores desses pais infortunados. A vidência foi levada tão longe que, para dela se livrarem, houve várias pessoas que denunciaram seus próprios filhos, ou os entregaram aos intendentes e aos magistrados, dizendo: ‘Ei-los, nós nos desobrigamos; vós mesmos fazei-os, se possível, perder a vontade de profetizar’.

“Vãos esforços! Prendiam, torturaram os corpos, mas o Espírito ficava livre e os profetas se multiplicavam. Em novembro retiraram mais de duzentos das Cevenas ‘que condenaram a servir ao rei, uns nos seus exércitos, outros nas galés’ (Corte de Gébelin). Houve execuções capitais, que não pouparam nem mesmo as mulheres. Em Montpellier enforcaram uma profetisa de Vivarais, porque saía sangue de seus olhos e de seu nariz, que ela chamava de lágrimas de sangue que chorava sobre os infortúnios de seus correligionários, sobre os crimes de Roma e dos papistas...

“Uma surda irritação, uma onda de cólera há muito contida rugia em todas as gargantas ao término desses vinte anos de intoleráveis iniquidades. A paciência das vítimas não diminuía a fúria dos carrascos. Pensaram, enfim, em conter a força pela força.

“Era, sem dúvida, diz Brueys, um espetáculo muito extraordinário e muito novo; via-se marcharem as forças armadas para combaterem pequenos exércitos de profetas.” (t. 1, pág. 156).

“Espetáculo estranho, com efeito, porque os mais perigosos entre esses pequenos profetas defendiam-se a pedradas, refugiados em alturas inacessíveis. Mas na maioria das vezes eles não tentavam nem mesmo defender a própria vida. Quando as tropas avançavam para atacá-los, eles marchavam atrevidamente contra elas, soltando brados: ‘Tartará! Tartará! Para trás, Satã!’ Dizia-se que eles acreditavam que a palavra tartará, como um exorcismo, devia pôr os inimigos em fuga; que eles próprios eram invulneráveis, ou que ressuscitariam ao cabo de três dias, se viessem a sucumbir na luta. Suas ilusões não duravam muito nesses vários pontos, e em breve opuseram aos católicos armas mais eficazes.

“Em dois encontros na montanha de Chailaret, não longe de Saint-Genieys mataram algumas centenas, prenderam um bom número, e o resto pareceu dispersarse. Bâville julgava os cativos, mandava prender alguns e enviava o resto para as galés; e como nada disso parecia absolutamente desencorajar os reformados, continuaram a procurar as reuniões do deserto, a estrangular impiedosamente os que se rendiam, sem que estes pensassem ainda em opor uma séria resistência a seus carrascos. Segundo o depoimento de uma profetisa chamada Isabel Charras, consignado no Teatro sagrado de Cevenas, esses infelizes mártires voluntários entregavam-se, previamente advertidos pelas revelações dos extáticos, à sorte que os aguardava. Lemos ali:

O chamado Jean Héraut, nosso vizinho, e quatro ou cinco de seus filhos com ele, tinham inspirações. Os dois mais novos tinham, um sete anos, o outro cinco e meio, quando receberam o dom. Eu os vi muitas vezes em seus êxtases. Um outro vizinho nosso, chamado Marliant, também tinha dois filhos e três filhas no mesmo estado. A mais velha era casada. Estando grávida de cerca de oito meses, foi a uma assembleia, em companhia de seus irmãos e irmãs, levando com ela o filhinho de sete anos. Ali foi massacrada com o dito menino, um de seus irmãos e uma das irmãs. O irmão que não foi morto ficou ferido, mas se curou, e a mais nova das irmãs foi deixada como morta, debaixo de corpos massacrados, sem ter sido ferida. A outra irmã foi levada ainda viva para a casa do pai, mas morreu dos ferimentos, alguns dias depois. Eu não estava na assembleia, mas vi o espetáculo desses mortos e desses feridos.”

“O que há de mais notável é que todos esses mártires tinham sido avisados pelo Espírito do que lhes devia acontecer. Eles tinham-no dito a seu pai, dele se despedindo e pedindo sua bênção, na mesma tarde em que saíram de casa para ir à assembleia que devia realizar-se na noite seguinte. Quando o pai viu todas essas lamentáveis ocorrências, não sucumbiu à sua dor, mas, ao contrário, disse com piedosa resignação: ‘O Senhor o deu, o Senhor o tirou; que o nome do Senhor seja bendito!’ Foi do irmão, do genro, dos dois filhos feridos e de toda a família que eu soube que tudo isto tinha sido predito.”

EUGÈNE BONNEMÈRE.


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[1] Um volume in-12, 3,50 francos; pelo correio, 4 francos. Paris, Livreiros Décembre-Allonier.


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